Transferir uma parte significativa do controlo de uma infraestrutura crítica nacional para países que, em caso de conflitos internacionais, não serão certamente aliados mas, provavelmente, adversários, denota uma visão "estratégica" incompreensível e uma (in)capacidade de pensar o futuro. Mesmo que não ocorra esse cenário mais extremo, ligado a um hipotético conflito geopolítico, ao aumentarmos o grau de dependência face a regimes não democráticos e que nada têm a ver com os valores europeus e ocidentais estamos, certamente a corroer aquilo pelo qual dizemos nos orgulhar: a democracia, as liberdades fundamentais e os direitos humanos. Comparado com estes riscos, o "prémio" face às cotações em bolsa encaixado pelo Estado português é uma compensação bem parca e esta decisão poderá muito bem contribuir para hipotecar, ainda mais, o nosso futuro colectivo.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A ‘privatização‘ da REN: alguém pensou no futuro?
Transferir uma parte significativa do controlo de uma infraestrutura crítica nacional para países que, em caso de conflitos internacionais, não serão certamente aliados mas, provavelmente, adversários, denota uma visão "estratégica" incompreensível e uma (in)capacidade de pensar o futuro. Mesmo que não ocorra esse cenário mais extremo, ligado a um hipotético conflito geopolítico, ao aumentarmos o grau de dependência face a regimes não democráticos e que nada têm a ver com os valores europeus e ocidentais estamos, certamente a corroer aquilo pelo qual dizemos nos orgulhar: a democracia, as liberdades fundamentais e os direitos humanos. Comparado com estes riscos, o "prémio" face às cotações em bolsa encaixado pelo Estado português é uma compensação bem parca e esta decisão poderá muito bem contribuir para hipotecar, ainda mais, o nosso futuro colectivo.
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